Fistos não era um homem fácil de defender. Violento, abusivo e temido, ele representava o tipo de mal que se esconde dentro de casa e destrói famílias em silêncio. A comunidade sabia. A esposa sofria. Os filhos pagavam o preço.
Ainda assim, a sua morte deixa uma ferida aberta - porque tirar uma vida nunca é simples, mesmo quando a vítima era um agressor.
A primeira suspeita que surge é Sne. Anos de violência acumulam medo, dor e desespero. Quantas pessoas já não disseram “ela devia ter fugido”, ignorando que sair nem sempre é opção? Sne tinha motivos emocionais fortes; mas teria ela cruzado esse limite?
Depois há Nox, movido pela raiva de quem vê alguém que ama ser destruído aos poucos. A fúria de um irmão pode ser silenciosa… até explodir. Seria este um acto de protecção levado longe demais?
Asanda e Lerato também entram no radar. Em comunidades onde todos sabem quem é o agressor, cresce um ressentimento colectivo. Às vezes, o ódio não vem de um lugar pessoal, mas de tudo o que se testemunhou ao longo do tempo.
E não se pode ignorar a própria comunidade. Quando o sistema falha, quando a violência é normalizada e ninguém intervém, cria-se um terreno perigoso, onde alguém pode decidir “resolver” o problema com as próprias mãos.
Diep City não entrega respostas fáceis porque a vida também não entrega.
A grande lição é esta: violência gera violência, e o silêncio custa caro.
Enquanto não enfrentarmos o abuso de frente, as consequências continuam a cair sobre todos.
Continua a acompanhar Diep City para descobrir como esta história se desenrola, e que verdades vêm à tona quando ninguém é totalmente inocente.
Diep City, de Segunda a Sexta | pelas 19:30, no Kwenda Magic, canal 505 da DStv
