dstv,tvcine-1,destaques-junho.jpg

Não perca 'Dunkirk' este mês no TVC 1.

Vencedor de três Óscares, ‘Dunkirk’ (2017) é o filme dedicado à II Guerra Mundial mais visto de sempre. Um épico grandioso sobre a Batalha de Dunquerque que levou à retirada por mar de mais de 300 mil soldados das forças aliadas. ‘Dunkirk’ é um tríptico e relata os acontecimentos através de três perspectivas: mar, ar e terra. Uma estreia épica a 29 de Junho, sexta-feira, às 21:30 de Angola. 22:30 de Moçambique, no TVCine 1.

Destaques de Junho do TVC 1:

► Hampstead: nunca é tarde para amar

► Linha Mortal

► Blade Runner 2049

► Una - Negra Sedução

► A Casa da Sorte

► Annabelle 2: A Criação do Mal

► The Tale

► Thor: Ragnarök

► Paterno

► Victoria & Abdul

► Dunkirk

► Fahrenheit 451

2 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

‘Hampstead: nunca é tarde para amar’ é uma história verídica de celebração da vida, sobre a forma como o amor se encontra nos sítios mais inesperados e prova definitivamente que a idade não é uma barreira para as segundas oportunidades. Com a vencedora de um Óscar Diane Keaton (Annie Hall) e o vencedor de um Globo de Ouro, Brendan Gleeson (Em Bruges), este é o mais recente filme do também premiado Joel Hopkins (Golpe de Amor), com um BAFTA. ‘Hampstead: nunca é tarde para amar’, uma estreia surpreendente a 2 de Junho, sábado, às 21h30, no TVCine 1.

Baseado na história verídica do irlandês Harry Hallowes, o filme aborda uma fase da vida de Emily (Diana Keaton), uma viúva que se sente à deriva desde a morte do marido. Emily tem dificuldade em lidar com alguns assuntos prementes, como o seu apartamento degradado, os problemas financeiros e o seu próprio filho, Philip. Mas tudo muda quando conhece Donald (Brendan Gleeson), que vive discreta, harmoniosa e também ilegalmente numa cabana, agora cobiçada por um grupo imobiliário. Quando Emily descobre o plano, esforça-se para apoiar Donald na batalha para salvar a sua pacífica habitação. Embora Philip tente convencê-la a retirar-se tranquilamente para o campo, ela está determinada a defender a forma de vida daquele homem sossegado e invulgar - um homem que poderia arrebatá-la. A batalha de Donald dá a Emily a motivação que precisava na sua vida.

Repetição: 12 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

Linha Mortal

3 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

Uma das questões basilares da Humanidade é o que há para além da morte… e nada como descobrir pelos nossos próprios olhos. Esta é proposta de Courtney Holmes (Ellen Page), que consegue convencer quatro colegas a embarcarem numa experiência de quase-morte. Mas, o que ao início parecia um sucesso médico, vai tornar-se no seu pior pesadelo. ‘Linha Mortal ‘(2017), de Niels Arden Oplev, é o remake do filme de 1990 com o mesmo nome, de Joel Schumacher, e estreia directamente em Portugal no TVCine 1, dia 3 de Junho, domingo, às 21h30.

Quando a Dra. Courtney Holmes desafia o seu colega estudante de Medicina, Jamie, a passar a noite com ela, este pensa que finalmente conseguiu conquistar o seu coração. Na verdade, o convite envolvia o coração, mas a ideia de Courtney era completamente diferente. Courtney queria viver uma experiência de quase-morte, pelo que o seu objetivo era que Jamie parasse o seu coração. O colega acaba por alinhar e Marlo, Ray e Sophia juntam-se à experiência. Com o sucesso do primeiro teste, em que Courtney esteve ‘morta’ 60 segundos, todos querem viver o mesmo, com um número crescente de minutos. O entusiasmo é geral, mas quando o grupo começa a ser perseguido por fantasmas do passado, com experiências paranormais aterrorizantes, aquele que à partida era um avanço científico inédito torna-se o seu pior pesadelo.

Repetição: 13 de Junho, Quarta-feira, às 21h30 no TVCine 1

Blade Runner 2049

8 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

‘Blade Runner 2049’ (2017) é um clássico do futuro. Realizada por Denis Villeneuve, e vencedora de 2 Óscares, Fotografia e Efeitos Visuais, a sequela do ícone de 1982 de Ridley Scott, desenrola-se 30 anos depois. Se Harrison Ford marcou uma geração pelo seu desempenho no primeiro filme, Ryan Gosling não lhe fica atrás em Blade Runner 2049. Uma estreia imperdível a 8 de Junho, sexta-feira, às 21h30, no TVCine 1.

Num futuro distópico, em 2049, e num mundo dividido entre humanos e replicantes, que foram criados para garantir a continuação da raça humana, K (Ryan Gosling) trabalha como blade runner. A sua função é localizar e destruir os replicantes de gerações anteriores que se fazem passar por pessoas. Numa das suas investigações, K descobre os restos mortais de uma antiga replicante. A análise forense revela que ela morreu devido a complicações de parto. É a primeira vez que K ouve falar de tal possibilidade: a descendência de replicantes. O blade runner contacta a Tenente Joshi (Robin Wright), que lhe ordena a destruição dos restos mortais. Percebendo que algo de extraordinário se passa, K resolve partir em busca de Rick Deckard (Harrison Ford), o mais mítico dos blade runners, com perguntas cujas respostas podem alterar o status quo do planeta.

Reconhecendo e reverenciando a obra-prima original, ‘Blade Runner 2049’ amplifica as discussões iniciadas há 35 anos, sobre amor, individualidade e humanidade, relembrando o potencial do cinema para a consubstanciar as mais profundas reflexões.

Una – Negra Sedução

9 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

‘Una – Negra Sedução’ é um drama psicológico que mergulha no submundo perturbante da luxúria, do abuso sexual e da culpa. Um filme asfixiante e simultaneamente cativante, porquanto desperta a sensibilidade e empatia por uma vítima que não consegue deixar de o ser. Uma estreia constrangedora e emocionante, a não perder dia 9 de Junho, sábado, às 21h30, no TVCine 1.

Aos 13 anos, Una (Rooney Mara) foge com Ray (Ben Mendelsohn), um adulto da vizinhança. Por abusar de menores, Ray cumpre pena de prisão, mas, terminado o cárcere, desaparece do mapa. Mais de uma década depois, Una, 28 anos, leva uma existência ferida. Pesa-lhe o facto de se ter deixado levar pela tentação na infância, sente-se angustiada por Ray a ter abandonado, mas sobretudo pesa-lhe nunca ter tido o discernimento de dizer Não. Ao deparar-se com uma foto de Ray – aparentemente refeito e com uma nova identidade – numa revista, Una vai ter ao seu local de trabalho. O encontro não só o surpreende como o deixa profundamente abalado pois, passados 15 anos– quatro deles a cumprir pena por abuso de menores – Ray fez o que pôde para começar uma nova vida. Una, pelo contrário, sente-se presa ao passado, lutando contra uma constante sensação de perda. Entre os dois desencadeia-se uma discussão em que ele tenta explicar-lhe que, mesmo sendo ela uma criança, a amou verdadeiramente e que nunca, em toda a sua vida, teve impulsos de pedofilia. Mas Una, magoada e cheia de revolta, não encontra forma de aceitar nem de superar o sucedido… Todo este confronto revelará memórias enterradas e desejos inexplicáveis.

‘Una – Negra Sedução’, marca a estreia na realização do dramaturgo Benedict Andrews, um filme cru e intenso, que se baseia na peça "Blackbird", de David Harrower. Com Rooney Mara e Ben Mendelsohn como protagonistas, nos papeis mais marcantes das suas carreiras, o elenco conta também com a participação de Riz Ahmed, Ruby Stokes, Tara Fitzgerald, Natasha Little e Tobias Menzies. Um filme poderoso, com a ambivalência de nos conseguir afastar, pela repulsa do seu drama, e simultaneamente de cativar, pela intensa e crua carga emocional emanada pelos protagonistas.

Repetição: 19 de Junho, Terça-feira, às 21h30 no TVCine 1

A Casa da Sorte

10 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

Mais do que uma comédia com os actores de referência do género, Will Ferrell e Amy Poehler, ‘A Casa da Sorte’ (2017) é uma viagem pelo amargo modo de vida de uma classe média falida e sem esperança, numa sátira construída com base no desespero social que enfrenta. ‘A Casa da Sorte’, um filme inédito em Portugal, com estreia directa no TVCine 1, dia 10 de Junho, domingo, às 21h30.

A entrada da filha de Scott (Will Ferrel) e Kate Johansen (Amy Poehler) na universidade, deveria ser motivo de celebração. No entanto, o casal descobre que a bolsa de estudos com que contava teve outro fim, e de repente vê-se sem meios para pagar as propinas e cumprir o sonho da filha. Para piorar, decidem viajar para Las Vegas e tentar a sua sorte no jogo. O casal acaba por perder as poupanças que lhe restam, mas encontra uma forma criativa para resolver a situação: abre um casino clandestino na cave de um amigo para recuperar o dinheiro.

Scott e Kate arriscam tudo numa nova vida paralela onde vale tudo: o dinheiro flui, as inibições ficam à porta e todas as apostas são imprevisíveis… No entanto esta aposta tem tudo para correr mal.

Repetição:  20 de Junho, Quarta-feira, às 21h30 no TVCine 1

Annabelle 2: A Criação do Mal

15 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

‘Annabelle 2: A Criação do Mal ‘(2017), de David F. Sandberg, relata o que aconteceu antes de Annabelle (2014), numa prequela que arrebata de suspense e tensão do início ao fim. Uma estreia assustadora a 15 de Junho, sexta-feira, às 21h30, no TVCine 1.

Quando o casal Samuel (Anthony LaPaglia) e Esther Mullins (Miranda Otto/Alicia Vela-Bailey) perde a filha, Annabelle (Samara Lee), a sua vida nunca mais é a mesma. Novamente sozinhos, acolhem, anos mais tarde, a Irmã Charlotte (Stephanie Sigman) e seis crianças desalojadas de um orfanato, com a condição de nunca entrarem no quarto da filha. Uma dessas crianças, Janice (Talitha Bateman/Tree O'Toole), não cumpre o prometido e desperta o espírito de Annabelle… Janice, que sofre de poliomielite, ouve barulhos estranhos na casa e recebe um bilhete a dizer ‘Encontra-me’. Segue o barulho até ao quarto de Annabelle que, sem explicação, se encontra aberto. Ao entrar, Janice conhece Annabelle e assim começa a história do despertar de um demónio que se julgava trancado para sempre…

O Cinema de terror tem registado, nos últimos anos, uma evolução sem precedentes, com uma base de fãs crescente e fiel, começando já a ‘assustar’ alguns dos blockbusters mais populares. Anabelle 2: A criação do Mal, confirma esta tendência e surge como epílogo de uma trilogia.

Repetição:  25 de Junho, segunda-feira, às 21h30 no TVCine

The Tale

16 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

Podem as nossas memórias enganar-nos? Será que a mente recompõe as verdades para as tornar mais suportáveis? Jennifer Fox (Laura Dern) enfrenta uma série de questões que poderão mudar a sua vida, após reler um conto do seu passado, que a leva a revisitar a sua primeira experiência sexual, aos 13 anos, e a história que criou para poder sobreviver.

‘The Tale’ é o primeiro biopic documental da realizadora Jennifer Fox, vencedora do Grande Prémio no Festival de Sundance, nomeada para um Emmy e cujos documentários têm sido aclamados pela crítica pela sua honestidade arrebatadora e por uma visão artística de cortar a respiração. Baseado na história verídica da própria realizadora, ‘The Tale’ é uma viagem às memórias de uma mulher que, aos 13 anos, pensou ter-se apaixonado pelo treinador. É a história verdadeira, tal como se lembra, e tem como ponto de partida cartas e um conto que escreveu na altura.

Estranhamente, Fox sempre tinha olhado para trás com algum carinho pelos tempos que tinha passado com um carismático casal, num Campo de Férias. Pensava estar apaixonada. No entanto, a sua vida muda quando recebe um telefonema da mãe Nettie (Ellen Burstyn), após ter encontrado a história que a filha escrevera aos 13 anos. Nessa história, Jennifer descreve os seus encontros com a professora de equitação Mrs. G (Elizabeth Debicki) e o seu envolvimento com Bill (Jason Ritter), durante o Campo de Férias. 30 anos de distância e a maturidade fizeram a situação ganhar outra perspetiva e outra dimensão. Algo que na ingenuidade da adolescência não conseguiria perceber. Esta revelação levou a realizadora a embarcar numa viagem ao passado, visitando os locais e as pessoas com quem se tinha cruzado, incluindo os próprios treinadores. Quanto mais descobre, maior a inflexão nas suas memórias.

Em ‘The Tale’ Jennifer Fox revela uma capacidade incomparável para ultrapassar as barreiras convencionais do storytelling, criando um diálogo entre o seu passado e o presente, como forma de interação entre a memória e o trauma. 

Explicita e audazmente contado na perspetiva da mulher sobrevivente e da criança, o filme é mais uma crónica de superação do que uma visão de desespero. Oportuno, atual e contado de através de uma fusão inovadora ente a narrativa tradicional e técnicas experimentais, ‘The Tale’ é profundamente pessoal e ainda assim extremamente Universal, levantando novas perspectivas sobres as complexidades subjacentes ao abuso de menores. As cenas físicas são propositadamente chocantes e perturbadoras, tornando impossível ignorar a verdade dos factos.

O abuso sexual de menores é um tema desconfortável, mas uma realidade à qual não é possível escapar. Só nos Estados Unidos, a cada 8 minutos uma criança é abusada. 93% conhece o abusador. Inegavelmente controverso, o papel deste filme é precisamente alertar para esta realidade, fazer refletir, levar à ação.

‘The Tale’ conta com a participação de Laura Dern (Big Little Lies), duas vezes nomeada para os Emmy’s, Ellen Burstyn (Requiem for a Dream), vencedora de um Óscar e com rapper vencedor de um Grammy, Common (Selma).

Thor: Ragnarök

22 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

Thor (Chris Hemsworth) está de volta para a sua terceira aventura a solo com ‘Thor: Ragnarök ‘ (2017), de Taika Waititi. Em Thor: Ragnarök, Asgard está sobre ameaça, mas Thor está preso do outro lado do universo sem o seu martelo e para escapar e salvar o seu mundo, tem de lutar contra um ex-aliado e companheiro Vingador – Hulk (Mark Ruffalo). Thor: Ragnarök, uma grande estreia a 22 de Junho, sexta-feira, às 21h30, no TVCine 1.

O super-herói vê a sua terra natal, o planeta Asgard, ameaçado de Ragnarök, a destruição e o fim da civilização, pelas mãos de Hela (Cate Blanchett), a deusa da Morte.

Passaram dois anos da batalha de Sokovia e Thor está agora cativo de Surtur (voz de Clancy Brown), o demónio de fogo que lhe revela que o seu pai, Odin (Anthony Hopkins), já não está em Asgard e que o planeta vai ser em breve destruído através do profetizado Ragnarök. Enfurecido, Thor consegue destruir Surtur e ruma pelo universo, em busca da salvação de Asgard. Pelo caminho encontra Hulk. Juntamente com o super-herói verde, Thor vai ter que derrotar a temível Hela, de forma a conseguir salvar a sua terra natal de Ragnarök, a destruição.

Paterno

23 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

‘Paterno’ (2018), de Barry Levinson, com o selo de qualidade da HBO, conta a história verídica do escândalo Jerry Sandusky (Jim Johnson), que em 2011 rebentou na Universidade de Penn State. Sandusky foi acusado de abuso sexual de oito rapazes e fazia parte da equipa técnica de Joe Paterno (Al Pacino), o treinador de futebol americano escolar de maior sucesso da história. Será que Joe Paterno sabia de tudo e encobriu durante anos o escândalo? ‘Paterno’ morreu pouco tempo depois da história chegar às manchetes dos jornais, pela mão de Sarah Ganim (Riley Keough), que em 2012 venceu o Pulitzer Prize for Local Reporting na sequência do caso. ‘Paterno’, com o selo de qualidade da HBO, uma estreia a não perder a 23 de Junho, sábado, às 21h30.

A determinada altura de ‘Paterno’, Sue Paterno (Kathy Baker) diz ao marido, Joe, que ele não poderia saber que Jerry Sandusky abusava sexualmente de rapazes da equipa de futebol americano. Ele pergunta porquê e ela responde que, se fosse esse o caso, Joe nunca teria deixado que os seus filhos entrassem na piscina com Sandusky. Joe Paterno fica perplexo, mas a dúvida permanece. Será que sabia? E se sabia porque não fez nada? Ou como podia não saber? A verdade é que o treinador de futebol americano escolar com maior sucesso da história viu ser-lhe diagnosticado um cancro no pulmão e morreu pouco depois da história rebentar. A incerteza permanece até hoje.

‘Paterno’ conta como o desenvolvimento do escândalo reflecte a América contemporânea, em todas as suas imperfeições e contradições.

Victoria & Abdul

24 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

‘Victoria & Adbul’ (2017), de Stephens Frears, conta-nos a história verídica e improvável da amizade entre Rainha Victoria (Judi Dench) e Abdul Karim (Ali Fazal). A história, deliberadamente escondida pela Casa Real Britânica, é finalmente revelada em ‘Victoria & Adbul’, uma estreia a não perder, 24 de Junho, domingo, às 21h30, no TVCine 1.

Eduardo VII, filho da Rainha Victória, destruiu toda a correspondência entre a rainha e o seu fiel companheiro, Abdul. Contudo, não se lembrou de destruir os seus diários escritos em urdu, esquecidos no Arquivo Real por nenhum historiador compreender a língua. Descobertos por acaso em 2006, os diários deram a conhecer a rara faceta de uma das monarcas mais reconhecidas da história, agora desvendada em Victoria & Abdul.

Abdul foi enviado pelo estado indiano às cerimónias do jubileu do reinado de Victoria, que em 1887 assinalava 50 anos de trono. A rainha simpatizou com o representante indiano, nomeou-o seu criado e mais tarde este chegou a ser o seu melhor amigo.

Rainha de Inglaterra, Imperatriz da Índia e soberana de várias outras nações, Victoria encontrava-se já viúva, cansada, alheada do mundo e desinteressada da realidade. Ao celebrar 50 anos de reinado, foi da Índia que chegou o seu presente mais especial: Abdul, enviado do Império, e que lhe trazia uma moeda de ouro de raro valor. A sua chegada causou-lhe uma onda de simpatia e entusiasmo há muito não vistos. A soberana resolve chamá-lo ao seu serviço e afeiçoa-se a ele, para grande consternação da Casa Real e, sobretudo, do seu filho Bertie, o futuro rei Eduardo VII (Eddie Izzard). Victoria nomeou Abdul para lhe ensinar urdu e dar explicações sobre o Corão. A Casa Real ameaçou resignar em peso, mas Victoria fez o que sempre fez de melhor: mostrou que quem mandava era ela.

Dunkirk

29 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

De 25 de Maio a 4 de Junho de 1940 desenrolou-se a Batalha de Dunquerque, que levou a que cerca de 400 mil soldados das forças aliadas fossem encurralados naquela praia no norte de França. Mais de 300 mil foram evacuados por mar. Este filme épico conta as diferentes histórias e episódios de quem viveu aqueles dias sangrentos, tal como aconteceram. A situação parecia impossível à medida que o inimigo se aproximava. Aviões de combate da RAF - Força Aérea Real Britânica - assumem o combate ao inimigo no céu sobre o Canal da Mancha, na tentativa de proteger os soldados indefesos na praia. Enquanto isso, centenas de pequenos barcos conduzidos por militares e civis preparam uma acção desesperada de resgate, arriscando as suas vidas numa corrida contra o tempo para salvar mesmo que uma pequena fração de seu exército.

O elenco apresenta alguns estreantes como Finn Whitehead ou Jack Lowden (da série ‘Guerra & Paz’), passando pelo veterano Kenneth Branagh, o membro da banda pop One Direction, Harry Styles, o oscarizado Mark Rylance e colaboradores frequentes de Nolan como Cillian Murphy ou Tom Hardy.

‘Dunkirk’, uma estreia a não perder a 29 de Junho, sexta-feira, às 21h30, no TVCine 1.

Fahrenheit 451

30 de Junho às 21:30 de Angola, 22:30 de Moçambique

A partir do romance homónimo de Ray Bradbury, a HBO lança ‘Fahrenheit 451’ (2018), de Ramin Bahrani. Como seria viver numa época dominada pela censura e controlo autoritário, onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas anti-sociais e o pensamento crítico é suprimido? Uma questão a descobrir em ‘Fahrenheit 451’.

Protagonizado por Michael B. Jordan (Black Panther) e Michael Shannon (A forma da Água), uma dupla de bombeiros responsável por queimar todos os livros que encontre, ‘Fahrenheit 451’, é uma das principais apostas da HBO para 2018. 

‘Fahrenheit 451’, é a temperatura a que o papel arde e, simbolicamente, é também título de um texto profético. Em 1953, Ray Bradbury previu um futuro distópico em que todos os livros seriam destruídos, para que o conhecimento fosse limitado. Em 2018, a HBO lança ‘Fahrenheit 451’, filme centrado numa unidade especial de bombeiros, personificada pelo Capitão Beatty (Michael Shannon) e pelo operacional Montag (Michael B. Jordan), que tem o objetivo de localizar o maior número possível de livros e outras plataformas de conhecimento, para os queimar. Pela primeira vez adaptado para cinema nos anos 60, por François Truffaut, o filme ganha agora uma nova dimensão ao tentar conceber o que seria nos nossos dias e no futuro, viver sem acesso a informação.