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Bill Murray: Somos todos escravos

Bill Murray acha que somos todos "escravos".

O actor de 64 anos esteve na Comi Con 2015, em San Diego, Califórnia, para promover a comédia "Rock the Kasbah", com Bruce Willis, Kate Hudson e Zooey Deschanel no elenco.

Fizeram-lhe uma pergunta sobre as redes sociais e sobre se davam poder às minorias. Bill Murray respondeu com uma opinião sobre as mudanças culturais nos humanos.

"O mundo está a mudar. É muito lento e não muda como queríamos... é planetário, é universal", comentou, citado pela "Entertainment Weekly". “Podemos dizer: 'Isto está errado'. Há uma bandeira num edifício na Carolina do Sul que está a irritar as pessoas. Vai mudar. Não muda porque as pessoas dizem para não mudar. Somos um país fundado com base na gloriosa Declaração da Independência, numa altura em que ainda havia escravatura! O combinado era: 'OK, vou assinar, mas em 1820 as leis vão começar a mudar. Fizeram um plano de mudança para 50 anos. É de loucos, mas tinha de haver algum tipo de compromisso. Estava errado. Continua a estar errado. Mas não dá para fazer as coisas rápido. Como fazemos a mudança? Começamos connosco próprios. Nós também somos escravos. Somos escravos das nossas fraquezas. Somos escravos dos nossos corpos, das nossas emoções. Se nos conseguirmos libertar, isso seria o melhor."

Durante o seu discurso, Bill Murray referia-se ao atentado na Emanuel African Methodist Episcopal Church, que aconteceu a 17 de Junho em Charleston, Carolina do Sul. Um jovem de 21 anos matou nove membros da igreja, o que levou a uma campanha para retirar a bandeira da Confederação dos edifícios governamentais.

A 27 Junho, a activista Bree Newsome subiu à State House da Carolina do Sul para remover a bandeira, tendo sido presa.

A bandeira da Confederação representa a união dos estados norte-americanos em que a escravatura era legal antes da Guerra Civil.