Há amores simples. E há amores que nascem já com o mundo inteiro contra.
Régio e Xonga estão no segundo grupo.
Ele: um jovem taxista cristão, trabalhador, sonhador, que acredita que o amor conquista tudo.
Ela: Xonga Gumende, filha mais velha de Teresa Balane - a curandeira mais temida, respeitada e implacável de Kulahela. Uma mulher que pratica a fé africana com a mesma intensidade que guarda rancor.
E o rancor? Teresa tem de sobra.
O Problema? Teresa Nunca Vai Aceitar
Xonga está profundamente apaixonada por Régio. Mas vive com medo constante: medo de que a mãe nunca aceite o namoro.
E ela tem razão em ter medo.
Diferenças sociais? Régio é um simples taxista. A família Gumende tem estatuto, poder, ligações ao Ministério Thepela La Nkulunkumba - uma igreja que combina cristianismo com tradições ancestrais.
Diferenças de fé? Régio é cristão. Xonga pratica fé africana. E para Teresa, uma mulher que usa o poder espiritual como arma, isso não é só uma diferença - é uma traição.
Mas o pior de tudo? Teresa nunca tratou bem a Xonga. Nunca a viu como deveria. E agora que a filha encontrou felicidade? Teresa vê isso como mais uma coisa para controlar, para destruir.
Porque mulheres como Teresa - mulheres que foram desprezadas, rejeitadas, que guardam amores não resolvidos (como o que sente por Djonasse Muthemba) - não conseguem ver outros felizes. Especialmente a própria filha.
Xonga Luta pelo Amor (e por Aceitação)
Apesar de insegura, Xonga não desiste.
Ela luta para que Régio seja aceite no Ministério Thepela La Nkulunkumba - a igreja da família, o centro do poder dos Gumende.
Se ele for aceite na igreja, talvez - só talvez - Teresa aceite o namoro.
Mas aqui está o problema: entrar no ministério não é só sobre fé. É sobre política, poder, e estar do lado certo das pessoas certas.
E Régio? É cristão. É pobre. E está apaixonado pela filha de Teresa.
Três razões para Teresa nunca o aceitar.
O Amor Proibido Que Sabe Melhor
Mas há algo sobre amores proibidos que os torna irresistíveis.
Quando o mundo diz "não podem", cada "eu te amo" sabe mais doce.
Quando as famílias se opõem, cada momento juntos torna-se precioso.
Quando Teresa diz "nunca", Xonga e Régio respondem: "vamos ver."
Porque o amor, verdadeiro amor, não pede licença. Não espera por aprovação. Simplesmente acontece.
E Régio e Xonga? Estão dispostos a lutar. Contra as diferenças sociais. Contra as diferenças de fé. Contra a própria Teresa.
