Há igrejas. E há impérios disfarçados de igrejas.
O Ministério Thepela La Nkulunkumba é do segundo tipo.
Uma igreja que combina fé cristã com tradições e crenças ancestrais. Onde se reza a Deus mas também se honram os antepassados. Onde o sagrado e o espiritual dançam juntos - às vezes em harmonia, outras vezes em guerra.
E quando o líder morre? A guerra começa.
A Morte de Djonasse (Que Não Foi Acidente)
Djonasse Muthemba era o líder indiscutível do ministério. Respeitado. Temido. Poderoso.
Mas cometeu um erro fatal: ameaçou remover Noa Gumende, o seu braço direito.
E Noa é casado com Teresa Balane. A mulher que não perdoa. Não esquece. E não perde.
Porque aqui está o segredo que poucos conhecem: foi Teresa quem salvou o ministério.
Há anos, quando o Ministério Thepela La Nkulunkumba estava na sua fase mais crítica, prestes a colapsar, Teresa fez um feitiço. Um trabalho espiritual poderoso que manteve tudo de pé.
E Djonasse? Ficou grato. Tanto que manteve Noa como número 2 - não por competência, mas por dívida a Teresa.
Mas gratidão tem prazo de validade. E quando Djonasse ameaçou tirar Noa do poder? Teresa lembrou-o de quem realmente o salvou.
Da pior forma possível.
Djonasse morreu. E não foi acidente. Foi Teresa.
Quem Controla o Ministério, Controla Tudo
Agora o trono está vazio. E com ele? Recursos. Poder. Influência.
Porque o Ministério Thepela La Nkulunkumba não é só uma igreja. É um negócio. E um negócio lucrativo.
Quem controla o ministério controla:
- O dinheiro dos fiéis
- A influência na comunidade
- O poder espiritual (e político)
- Tudo.
E Teresa? Sente que tem direito a isso.
Afinal, ela salvou o ministério. Ela manteve Djonasse no poder. Ela é a razão de tudo ainda existir.
Mas há um problema: ela não pode liderar abertamente.
Numa igreja, mesmo que misture fé cristã com ancestralidade, uma curandeira conhecida por feitiçaria não pode simplesmente assumir o comando.
Então Teresa faz o que faz de melhor: controla através do marido.
Noa é o rosto. Teresa é o cérebro.
A Luta Pelo Trono Começa
Mas Teresa não é a única com ambições.
Há outros no ministério que acham que merecem liderar. Outros que viram a oportunidade na morte de Djonasse. Outros que não sabem com quem estão a mexer.
Porque Teresa não é uma mulher que aceita "não". É uma mulher que remove obstáculos. Permanentemente.
Ela já matou Djonasse. Achas que vai parar agora?
A luta pelo trono do Ministério Thepela La Nkulunkumba mal começou. E Teresa? Já está três passos à frente de todos.
