Depois de anos à espera da indemnização, a bênção caiu mas agora o casal discute o que fazer com o dinheiro. Será que milagre tem preço?
O Zafa esperou. Rezou pouco, é verdade, mas esperou muito. Durante anos, a indemnização que lhe prometeram parecia nunca mais chegar. E se não fosse pela fé firme da sua esposa, Lídia, talvez ainda estivesse à espera.
Mas o impossível aconteceu: o jackpot caiu!
Graças às orações, aos jejuns e aos cultos intermináveis onde Lídia arrastava o marido (mesmo contra vontade), o milagre finalmente bateu à porta. Só que agora, com o dinheiro na conta, em vez de paz… começou a confusão.
Lídia quer cumprir com a promessa que fez no altar: doar uma parte à igreja. Afinal, foram os irmãos e o pastor que a acompanharam nessa luta espiritual.
Já o Zafa? Está com outros planos. Quer investir tudo no seu bar. Finalmente comprar o espaço que há anos aluga e transformar o negócio no “império do bairro”. Mas para Lídia, isso é um desperdício — ela odeia o bar, as noitadas, os clientes bêbados e tudo o que vem com isso.
E agora, o casal que lutou tanto junto, pode dividir-se por causa do mesmo milagre que os uniu.
A pergunta que não sai da cabeça de ninguém é:
Depois de tanto orar por uma bênção… somos mesmo obrigados a devolver uma parte à igreja?
