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O preço da poligamia: quando o sonho vira pressão

Notícias16 Janeiro 2026
A poligamia é muitas vezes vista como símbolo de poder masculino, mas a realidade mostra que o custo emocional, financeiro e psicológico é bem mais alto do que parece. Em Os Kambas, Nkanda começa a pagar esse preço diante das próprias esposas.
Os Kambas T1

Durante muito tempo, a poligamia foi romantizada como sinónimo de sucesso, virilidade e poder. Para muitos homens, a ideia de ter várias mulheres representa status, respeito social e uma vida de abundância. Mas o que quase nunca se fala é do outro lado da moeda  aquele que pesa, cansa e cobra.

Em Os Kambas, essa ilusão começa a ruir quando Nkanda é confrontado por três das suas seis esposas. Lukeny, Weza e Yolanda exigem explicações claras sobre por que Lumena, Hosi e a mais nova, Rossana, recebem mais atenção, mais prioridade e, aparentemente, mais amor. O que parecia harmonia transforma-se num espelho cruel da realidade.

A verdade é simples: na poligamia, tudo se multiplica. Não é só o amor; são as despesas, os conflitos, os ciúmes, as expectativas e as frustrações. O homem deixa de ser apenas marido e passa a ser gestor emocional, financeiro e psicológico de várias famílias ao mesmo tempo. E quando o equilíbrio falha, o caos instala-se.

Existe também um estereótipo perigoso que alimenta esse desejo: a ideia de que o homem manda, escolhe e nunca é questionado. Mas a cena de Nkanda mostra exatamente o contrário. Ser polígamo não é estar no controlo - é estar constantemente a prestar contas.

Antes de desejar a vida de alguém, é preciso entender o peso que essa vida carrega. Nem todo poder é liberdade, e nem toda escolha traz paz. A poligamia exige maturidade, justiça emocional e responsabilidade extrema - coisas que muitos idealizam, mas poucos conseguem sustentar.